August 15, 2010 – 10:48 am
Acordamos no dia 31 totalmente revoltados com a câmera que afogou, mas bastante empolgados por que iríamos fazer Scuba. Além disso, era o último dia do ano e nosso Reveillon prometia ser bem bacana.
Um senhor bem simpático (que mais tarde descobrimos ser neo-zelandês) nos pegou em nosso resort cedinho para fazermos um treinamento com o equipamento de mergulho dentro de uma piscina. Guilherme, utilizando todo seu lado peixinho, já caiu na piscina sabendo usar o equipamento 100%. Já eu demorei bastttaaaante para pegar a manha de respirar e quase que o instrutor não me libera para o mergulho em mar aberto à tarde. Isso me deixou bem insegura, por que não sei nadar, não tenho intimidade com o mar (isso que dá viver no meio das montanhas de Minas) e não estava utilizando tão bem assim com o equipamento.
Voltamos para nosso resort, almoçamos e eu me concentrei bastante na tarefa de respirar fundo e devagar pela boca.
A tarde, fomos pegar a lancha que nos levaria até o ponto do mergulho. Junto conosco, estava um casal australiano já experiente, que mergulharia próximo ao local do nosso mergulho, mas não com a gente.
Permanecemos na lancha uns 20 minutos antes de chegar no local e foram 20 minutos tensos para mim, por que estava insegura e com medo. A lancha parou no meio do nada e o casal australiano já começou a vestir a roupa de mergulho e colocar o equipamento. Depois que eles caíram na água, foi nossa vez de vestir os conjuntinhos fashions de neopreme, colocar pé de pato, máscara e o tubão de oxigênio nas costas. Antes de cair na água, o instrutor me perguntou como eu estava e se ofereceu para ficar de mãos dadas comigo durante todo o mergulho. Isso me deixou bem mais tranquila e, depois do Guilherme, fiz tibum na água também.
Até hoje a gente não sabe descrever direito a sensação. É como estar em outro mundo. O lugar que nós mergulhamos é lindo, com uma quantidade incrível de peixes, cada um com uma cor mais chamativa que o outro. O momento mais bacana do mergulho, para mim, foi quando encontrei um Nemo que não teve medo de mim. Ele ficou bem paradinho e deixou eu encostar o dedo nele. Depois, abri a palma da minha mão e ele “pousou” nela, ficando bem quietinho. Foi um máximo brincar com um peixinho-palhaço.
Já o Gui foi atacado por um, quando chegou perto de um ninho. Muito comédia o Neminho tentando bicar a máscara dele.
Conseguimos utilizar a câmera pseudo-morta, mas não tínhamos como ver do que estávamos tirando fotos, pois o LCD parou mesmo. Aí as fotos não estão bem enquadradas, mas pelo menos registramos o momento.
A única sensação ruim é que a boca fica muito salgada, a garganta muito seca. Incomoda bastante. Mas tirando isso, nossa meia hora de mergulho foi linda e divertida. Quando voltamos ao barco, fiquei mega feliz em saber que de todos, eu fui a que respirei melhor. Ainda tinha oxigênio para ficar mais uns 40 minutos debaixo d’água. Só não ficamos mais por que o oxigênio do Gui tinha acabado. Felicidade total, por que pelo jeito até que enfim eu aprendi a respirar com esse troço-redondo-que-fica-na-boca.
Voltamos para a ilha e fizemos um horinha na cidade. Depois, fomos para o resort tomar banho e arrumar, pois hoje é dia de festa e fizemos reservas para o Reveillon no Le Meridien, um grande resort de Vanuatu. Guilherme cismou de chegar lá as 7, então tínhamos que correr…
Chegamos lá 7:30hrs, quando o pessoal ainda estava arrumando tudo. :/ Então, ficamos no jardim bodando e sendo picados por insetos estranhos. Depois de meia hora, mais ou menos, começaram algumas apresentações dos nativos. Bem legal, mas já estava escuro e por isso as fotos não saíram muito boas.
Então, liberaram a entrada para o espaço destinado à festa, no campo de golfe perto de uma lagoa.
As 9:30hrs, serviram o jantar. Comida muito boa, diversificada e farta. Provamos de praticamente tudo e o resultado da equação dia-agitado-com-mergulho + comilança + animação-da-festa foi um sono incontrolável. Os responsáveis pela festa até fizeram uma força e se preocuparam com a animação. Tinha uma bandinha (tocando músicas que já eram clássicas quando eu nasci), apresentações de dança do ventre, sorteios, brincadeiras que envolviam uma porta e achar uma chave que pudesse abri-la (nessa altura, todas as chaves já estavam desmagnetizadas – sim, eram aquelas chaves típicas de porta de hotel) e um moço que tentava animar a festa, encaixando um “Urrúú!!” a cada final de frase. Mas mesmo assim nosso sangue brasileiro deu um gritão e acionou uma sirene na nossa cabeça apontando que algo estava a desejar. De qualquer forma, tentamos abstrair esses pormenores e nos divertimos rindo do povo tentando abrir a porta, sem sucesso.
Utilizando todos os nossos conhecimentos sobre teorias motivacionais, Gui e eu conseguimos nos manter acordados até meia-noite. Vimos a queima de fogos e ligamos para nossos pais, que eram com quem a gente queria estar de verdade naquele momento… Após a queima de fogos, resolvemos voltar para o resort e dormir, pois estávamos hiper cansados. Por mais que lendo sobre nosso Reveillon ele tenha parecido chato, garanto que não foi. A experiência do mergulho foi incrível, o Le Meridien é um lugar muito bonito, a comida estava excelente e, na nossa opinião, a gente não precisa passar a noite da virada toda no agito para garantir um bom Reveillon. Se meu ano novo for feliz como meu dia 31, vai ser hiper bom!
Aproveito e desejo um novo ano repleto de sucesso, realizações e saúde para todos!

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